Pesquisa realizada pela “Academia de Medicina Biológica“, através do Dr. Enrica Campanini, médico homeopata e fitoterapeuta.
Os resultados são apresentados após um estudo de 115 pacientes tratados com essências florais, associado ao aconselhamento psicológico. O estudo envolve a obtenção de estatísticas na eficácia das essências no tratamento de três categorias de doenças: ansiedade, incluindo ataques de pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, incluindo distúrbios de comportamento e problemas de relacionamento, e de estresse, incluindo distúrbios do estresse-pós-traumático e exaustão psicofísica. A amostra foi composta por 45% de homens e 55% mulheres, com idades entre 2 e 65 anos. A seleção foi realizada por sorteio, e (exceto no caso das crianças) a confiança dos indivíduos durante a pesquisa e no tratamento foram gravadas.
(...)Os 38 florais de Bach utilizados. A recomendação se dá de acordo com o estado psicológico individual do paciente. Para o tratamento de ansiedade, foram utilizadas as essências florais Agrimony, Aspen, Mimulus, Lach, Chestnut Bud, Rock Rose, Red Chestnut, Crab Apple e Cherry Plum. Na depressão, fora utilizados Gentian, Mustard, Sweet Chestnut, Pine, Walnut, Honeyssuckle e Gorse, enquanto as essências utilizadas para o estresse foram o Impatiens, Vervain, Oak, Rock Water, Olive, Star of Bethlehem, Elm, Hornbeam e White Chestnut. Foram feitas algumas combinações de essências com até 5 flores, como por exemplo “Mimulus e Larch” para tratar alguns casos de ansiedade (que é bem peculiar de indivíduo para indivíduo) e Olive, Elm e Hornbeam para o estresse.
Todas as essências estoque e também muitas recomendações de uso, foram fornecidas pelo Bach Centre, na Inglaterra.
Os dados dos indivíduos foram obtidos em entrevistas clínicas destinadas a fomentar a confiança. A anamnese foi realizada através de perguntas, mas os terapeutas também registraram sinais verbais e não verbais, como a intensidade da voz, postura e muitos outros detalhes. Os dados foram coletados e catalogados na ficha clínica do paciente, incluindo dados como idade, sexo, perturbações apresentadas, a confiança no tratamento e os florais recomendados. As entrevistas foram realizadas e a pessoa fazia uso dos florais indicados por duas semanas, a qual retornava à entrevista novamente.
O sucesso do tratamento foi registrado na ficha clínica como “total”, “parcial” ou “nenhum”, consoante em relação à remissão dos sintomas foi relatado na ficha como “completa”, “parcial” ou “inexistente”. O teste “Chi-squared” padrão foi utilizado para os cálculos estatísticos.
Entre os resultados mais interessantes, 79% dos entrevistados disseram confiar na terapia com florais de Bach , pois já tinham uma empatia com a prática floral do Dr. Edward Bach. A confiança foi maior na faixa etária de 13-22 anos, e notavelmente maior em indivíduos do sexo feminino (92%) do que homens (62%). A ansiedade era a mais comum das três categorias de doenças que apresentam, predominantemente assim entre pacientes com menos de 23 anos. Sucesso total foi gravado em um impressionante 67,8% dos casos, e isso sobe para 89% de resultados “positivos” com sucessos “parciais”.
Houve uma questão bastante interessante na pesquisa, onde indivíduos que NÃO possuíam confiança no tratamento apresentaram maior taxa de “total” (95%) do que aqueles que o fizeram (86%). Dr. Campanini conclui seu artigo, observando que a relação do estado psicológico aos fatores fisiológicos de uma pessoa deve, contudo, permanecem abertos e dignos de uma investigação mais aprofundada.
Referência:
Campanini. M. Bach Flower Therapy: Results of a Monitored Study of 115 Patients. La Medicina Biologica. 1997; 15(2): 1-13.
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